Número expressivo de consultorias de processos realizam reunião inicial com sócios imponentes e prometem resultados fascinantes. Apresentam metodologias (normalmente a da moda) complexas e linguajar técnico que impressiona (ou assusta!). Após devidamente acordado entre as partes ao início dos trabalhos normalmente são designados profissionais, normalmente jovens (nada contra hein!!!), que conhecem muito de metodologia, com certificações, multi-idiomas e formações acadêmicas de primeiríssima linha. Passaram anos e anos se aprimorando e adquirindo conhecimento acadêmico. Cenário maravilhoso, não? Certamente de encher os olhos!

Mas o objetivo não é melhorar o “modus operandi” da empresa, otimizar processos, diminuir custos, agregar valor ao produto? Pois é, onde está a experiência prática e a vivência em negócio, gestão empresarial, multi conhecimento das áreas operacionais da empresa e de sua interoperabilidade? Muito curso e pouca, ou quase nenhuma, experiência prática.

Aí é o momento em que nos deparamos com abordagens conservadoras, embasadas quase que unicamente na visão do cliente, pois somente a metodologia não resolverá para que se agreguem soluções criativas, práticas e inovadoras que agreguem valor à empresa. Teremos mais do mesmo, sem melhorias efetivas (afinal, não foi para isso que foram contratados!!!???)  que apresentem os resultados esperados e prometidos. São consultorias financeiramente caras, longas e que não trazem resultados imediatos e por vezes ao final o produto gerado não atende ao anteriormente contratado. Após a saída da consultoria, normalmente são abandonadas por falta de continuidade ou expertise da empresa em mantê-las.